segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fórmula para o caos

Fazendo a contabilidade de algumas “ coincidências “ que ocorreram durante a governação Socrates, chega-se a alguns factos:

. Armando Vara, que começou a carreira como balconista da CGD, salvo erro em Vinhais, filia-se na JS, é candidato a deputado nas listas socialistas em 1987 e chega a ministro em 1999. Depois de envolvido no escândalo da Fundação da prevenção rodoviária, é forçado a demitir-se pelo Presidente Sampaio. Encontrando-se na situação de desempregado, é contratado para integrar o conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos durante o consulado de Carlos Santos Ferreira.
Depois de sucessivas quedas do CA do BCP, o Partido Socialista toma de assalto o banco fundado por Jardim Gonçalves e, em lista única, consegue a eleição do “ seu “ Conselho para o BCP, encabeçado por Santos Ferreira e Vara. Tratou-se do maior acto de politização de um grupo económico depois do PREC.
Em meados de 2009, quando começa a descrever as escutas do processo Face Oculta, o semanário Sol (que tem o BCP na estrutura accionista) começa a sofrer discriminações na publicidade encomendada por empresas públicas. Foram, certamente, tudo coincidências.

. Manuela Moura Guedes (TVI), Mário Crespo (JN), José Manuel Fernandes (Público), João Miguel Tavares (CM), Marcelo Rebelo de Sousa (TVI). Todas estas personalidades, que ocupavam um espaço na comunicação social, e todos opositores de Socrates, abandonaram os seus postos entre 2009 e 2010. Foram, certamente, tudo coincidências.

Pedro Castelo Branco

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