terça-feira, 15 de maio de 2012

Duas últimas


Estando a terminar os campeonatos nacionais de futebol, vulgo ligas, da maior parte dos países europeus, aproveito o momento propício e as possibilidades de escrita que este blogue me vem dando para aqui prestar a minha singela homenagem ao português José Mourinho, treinador de futebol de profissão.

Escuso de frisar, pois é do conhecimento quase universal, que se trata de personagem controverso e dado à polémica, que se adora ou se detesta. Com ele não há meio-termo, no remoque irritante e provocatório, na ambição desmedida ou na ânsia ganhadora que tem como reverso um mau perder que lhe tem custado muitos amargos de boca. Confesso que nunca fui um indefectível do homem, muito pelo contrário, apesar da sua afirmação de que “ foi criado entre Setúbal e Belém” (por causa do pai, guarda redes no V. Setúbal e no Belenenses) me dever levar a ter por ele uma certa simpatia, pois sou e serei sempre adepto deste último clube, pelo menos enquanto existir (!).

Mas não, fui tendo para com ele uma irritação crescente, que se agravou quando entrou no Real Madrid, porque no país vizinho sempre preferi o Barcelona. Sentimento em que alguns, muito poucos, dos meus amigos me acompanharam. Já a família, pelo contrário, segue o sentimento dominante, vendo nele um pequeno herói vitorioso em terras estrangeiras.

Agora, que se tornou campeão no 4º país diferente – neste caso de Espanha batendo uma equipa que os sábios deste desporto consideravam pouco menos que imbatível – está na hora de, para lá das antipatias, reconhecer mais este feito notável, bem como a tenacidade, competência e espírito ganhador de que voltou a dar sobejas provas. Bem ajudado, no campo, por alguns jogadores portugueses, sobretudo Ronaldo, e fora dele por uma equipa de adjuntos toda ela portuguesa.

Trabalho bastante com espanhóis. Tirando os adeptos do RM, não gostam dele, porque o invejam e porque não gostam de ver um português ganhar na terra deles. Tal como sucedeu com os ingleses há uns anos. Mais uma razão para escrever este texto. Sem patriotismos ridículos, até porque me conheço e sei que, por estranho que pareça, para o ano lá estarei a torcer para que seja o Barça a ganhar o campeonato espanhol!

Porque o tema foi à volta do futebol, escolhi esta interpretação do Rod Stewart, fanático adepto do Celtic, clube dos católicos de Glasgow.    

Espero que gostem.

fq


3 comentários:

Maf disse...

fq, finalmente uma musica a meu gosto, yeahhh!!!
De futebol, pouco tenho dizer. Gosto de ver na televisão porque me relaxa a mente.
Do Mourinho ... bem, confesso que gosto do sorriso :-)
Boa semana
Maf

Ana CC disse...

Old Rod! gosto imenso deste rufião e da sua música.
Sou fã do Mourinho não porque goste ou perceba de futebol mas porque o acho bonito, persistente, trabalhador, ambicioso, com uma consciência muito saudável da importância da sua imagem e acima de tudo porque é do seu carisma e da capacidade de mobilização e motivação que lhe surgem os sucessos. Não é sorte, é dom, muito trabalho e obstinação.
Belíssimo texto fq.
Boa semana.

Anónimo disse...

Hey fq, if I understand you correctly, you think that the English did not like a Portuguese winning in England? I don't think you are right. OK, I am biased because I support Chelsea, but most people here loved - and loved to hate - him because he is refreshing, controversial, has something interesting to say, and above all very talented and successful. I am sure that Manchester United would love him to be coach after Ferguson, or Liverpool now after Dalglish. And Chelsea would love to see him return! But for now, let's see this Saturday if my Chelsea can win the Chamions League Final vs Bayern Munich - something that Mourinho's Real Madrid could not do...Great choice of song from a fanatic footballing singer. Thanks, PO

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