domingo, 20 de maio de 2012

Solenidade da Ascensão

Mais do que comentar o evangelho do dia, lanço-me a uma partilha sobre a qual não sei se serei clarividente. Uma coisa é termos a noção interior de que a questão é esta, outra é saber explicá-la. Por último, falta-me sempre a convicção de que estou certo na minha análise.

Em bom rigor, nunca saí da igreja católica. Fui cumpridor por obrigação de educação e, quando chegou a altura da liberdade de escolha, nada me fez sair, quaisquer que fossem os motivos que me mantivessem lá dentro. A partir de 2001, por motivos sabidos da maioria dos que me lêem, olhei para o mundo com os olhos da fé, tentei relacionar-me com os outros à luz do que ia ouvindo e interiorizando. Isto é, a minha ideia é que a vida de igreja (mais do que a fé, que o tema pertence a outro campeonato) foi um ponto de partida. Talvez ao contrário de outros que, por motivos diversos, encontraram a igreja depois de uma qualquer procura. Faz sentido ou estou a ler mal o enunciado?

Há tempos, por cauda deste artigo, falava com quem me é próximo sobre o tema da paz interior e da relação com os outros. Vinha isto a propósito, também, do meu post sobre a metáfora da ilha do corvo e a explicação dada pela Luiza Azancot, que foi completada posteriormente com uma conversa a três. Diziam-me mais ou menos isto, numa tarde de Primavera enquanto fumava um charuto oferecido pelo meu querido amigo ATM: há quem procure a paz dentro de si próprio para depois a encontrar na sua relação com os outros, há quem a procure na relação com os outros para depois a descobrir dentro de si próprio.   

Seja qual for a fórmula escolhida (não sei, sequer, se há uma fórmula certa...) o importante para cada um de nós, católicos, é sentir-se enviado, ir para todo o mundo e pregar os valores em que acreditamos - a paz, o amor, a caridade, a ausência de orgulho, a temperança. E tantos outros. 

Hoje é Domingo, e eu não esqueço a minha condição de católico.

JdB
   

EVANGELHO - Me 16,15-20
Naquele tempo,
Jesus apareceu aos Doze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo
e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado.
Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome;
falarão novas línguas;
se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal;
e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».
E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus.
Eles partiram a pregar por toda a parte
e o Senhor cooperava com eles,
confirmando a sua palavra
com os milagres que a acompanhavam.


2 comentários:

Ana CC disse...

Nunca tinha pensado nessa coisa da paz, de mim e dos outros. Bem visto.

Uma semana em paz para si e para os seus leitores.

Anónimo disse...

Gostei imenso da frase pronunciada nesse seu encontro com o ATM! Muito bem observada. Fez-me muito eco. Obrigada! pcp

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